A Vida Secreta das Abelhas

quinta-feira, junho 30, 2011 Carlinha Fernandes 18 Comments




A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees) é um filme de 2008, adaptado da obra literária com o mesmo nome de Sue Monk Kidd. O filme foi realizado por Gina Prince-Bythewood, produzido por Will Smith e com produção exectutiva de Jada Pinkett Smith.


Sinopse

O filme conta a história de Lilly, que se culpa pela morte de sua mãe e tem um pai que a maltrata e, com certa cólera, recusa-se a contar sobre a sua mãe. No dia do aniversário de 14 anos de Lilly, ele diz mentiras sobre a sua mãe, e, amargurada, foge de casa com Rosaleen, sua amiga e babá para Carolina do Sul por uma dica de que a sua mãe morara lá quando era criança. Na cidade, se hospedam na casa das irmãs Boatwright, onde todas têm nomes de meses do ano - August (Agosto), June (Junho) e May (Maio) -, são negras e ganham a vida como apicultoras. Lilly enfrenta o pessimismo natural de June Boatwright, que não acredita nas mentiras ditas por Lillly e o racismo de se relacionar com negros.




Hoje vou falar pra vocês sobre este filme, que é muito especial para mim por conter várias semelhanças com minha vida.

Como vocês puderam ver na sinopse, o filme gira em torno de uma filha que é desprezada pelo pai por causa da “fuga” de sua mãe (a mesma história que tenho com meu pai), mas apesar da semelhança nos fatos, não é esta trama em si que me chama atenção neste filme.

E sim uma personagem em especial, que se chama “May”(está marcada na foto acima com uma seta rosa)...

May tinha uma irmã gêmea chamada April da qual segundo todos, elas tinham dois corpos que partilhavam da mesma alma, quando uma apanhava, a outra ficava com hematomas, quando uma sentia dor de dente, a outra ficava com a boca inchada, tudo que uma sofria a outra sentia.

Um dia, April faleceu e foi como se o mundo inteiro tivesse se tornado a irmã gêmea de May, todo sofrimento que ela tomava conhecimento, transformava-se numa dor insuportável.

As outras irmãs, muito preocupadas com a situação de May, tiveram a idéia de criar um “Muro das Lamentações”, toda aflição que ela sentia, era feito um bilhetinho e colocado no muro das lamentações, isso a fazia sentir um pouco de alívio.

O motivo de eu ter contado toda essa história, é que me sinto exatamente como May, não consigo simplesmente ficar triste por uma coisa ruim que tenha acontecido (mesmo e principalmente, quando essa coisa não é diretamente comigo). Uma pessoa normal diante de uma tragédia que não tenha envolvido parentes ou a si mesma, chora, se emociona, mas momentos depois continua sua vida normalmente... Eu passo noites em claro, perco concentração, fico doente, com vontade de morrer e sem fé pela humanidade.

As pessoas que são mais próximas a mim, já me conhecem, até procuram evitar que eu tome conhecimento de certos fatos e compreendem meu motivo de não assistir ou ler jornais, mas já quem não me conhece, chega a me chamar de fútil por eu ter optado por ficar totalmente alheia às notícias do mundo. 

Minha mãe sempre me conta histórias de quando eu era criança, como uma vez que fui parar no hospital com crise de asma depois de ter presenciado meu primo matando um gatinho (essa imagem nunca saiu da minha cabeça), outra vez passei uma semana inteira vomitando sem conseguir comer, quando fiquei sabendo que o pai de uma aluna do meu colégio tinha falecido (detalhe, eu nem conhecia esta aluna) e lembro de uma vez que na aula de ciências, descobri que nossa camada de ozônio estava sendo destruída chorei durante toda manhã, fiquei com febre, a diretora do colégio teve que ligar pra minha mãe ir me buscar (o mico do ano no colégio).

Não sei por que sou assim, mas sei que não gosto de ser assim, já tentei mudar de todas as maneiras, mas a única coisa que realmente me faz sofrer menos é não tomar conhecimento das coisas ruins que acontecem.


May fala duas frases que me tocam muito:

“As vezes não sentir é o único jeito de sobreviver...”

“ Estou cansada de carregar o peso do mundo... Agora vou descansar...”


No filme, May não agüenta a pressão e se mata...








 Muitas orações para você pequenininha...


18 comentários:

  1. Carlaa!!!

    A Ana Luiza, está no hospital do cancer em sp?

    Minha mae tbm trata láa... sabado vou buscar remedio pra ela, no hospital!

    Força e mta fé em Deus!!

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  2. :f muito triste! Tbm sofro desse mal, sinto a dor dos outros! #forcaanaluiza
    Bjos

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  3. . Carlinha, isso se chama sensibilidade e em um mundo atual tão cheio de "eus", de crueldade, pessoas com sentimentos como os seus são cada vez mais raras, isso não é uma efeito e sim uma qualidade linda, embora seja penosa por vezes, eu tb em várias situações sinto como vc, tb retratado no filme "a espera de um milagre" onde o personagem negro mesmo após ser-lhe perguntado se queria que lhe facilitasse a fuga ele responde que não: que dói, que está cansado de sentir tudo aquilo.
    . Enfim, espero que fique melhor e só para descontrair, mesmo sem saber que vc estava assim tristinha e cansada, fiz uma pequenina homenagem a vc na postagem de hj no meu blog "vitrine @ugust@".
    . Beijinhos mil.
    . Excelente dia para vc, familiares e amigos queridos. Se eu ficar ausente do seu cantinho até segunda-feira é porque aqui amanhã será feriado municipal, ou seja, feriado prolongado novamente, uhull e em casa não tenho internet, só no celular e nele a digitação e navegação são mais precárias.
    . Fique com DEUS e um pensamento Nele: Deus não precisa de ninguém, mas quis ter necessidade de ti. Aquilo que tem previsto para tu fazeres ninguém fará por ti: ficará por fazer por toda a eternidade.
    (José Manuel Mañú). (Curioso que essa constatação se enquadra perfeitamente no nosso caminho rumo ao objetivo final no emagrecimento, pense nisso).

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  4. Carla, tbem nao sei porque, mas sinto mas a dor dos outros do que minha proprias dores.
    Ex. Quando a atriz filha da Gloria Perez morreu eu ficava sem dormir e sem comer durante uma semana.
    Qdo meu cachorro morreu, eu quase enlouqueci de tristeza, fui abarca-lo e ele me mordeu antes de morrer.
    Nao gosto de ver jornais eles so falam de coisas ruins e para mim eu levo o que minha professora de matematica disse nunca assista nada que nao for bom, pois, o que vc ve ou assiste fica na sua memoria e se for ruim so te fara mal.
    E qdo minha dentista morreu entao nem me fale, ela tinha escrito um lindo poema para mim dizendo que quem nao ama nao vive etc, etc,tinha me falado que se morresse voltaria para puxar o meu pe, isso eu acho que tinha 9 ou 10 anos, e quem disse que eu parava de chorar a morte dela, poucos dias apos tudo isso!!!
    E varios casos que passei chorando e sentindo ate raiva seja motivo de morte, de achar que alguem foi prejudicada.
    Quando descubro que alguem seja la quem for, que entao esta pessoa esta sendo passada para atras ai e a morte para mim detesto gente traidora!!!
    Bjus

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  5. que historia linda!!!
    #forçaanaluiza
    to torcendo por ela!
    bjs

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  6. FORÇA PREA ESSA MENININHA LINDA, E CARLINHA AMIGA VC É ESPECIAL!AS VEZES TBM SOU ASSIM!

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  7. Pelo que pude perceber você é estremamente sensível às emoções dos que a cercam. Não sei dizer até que ponto isso pode ser bom ou ruim para alguém. Parece ser bem complicado...

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  8. Eu tb amo esse filme! assisti várias vezes,a história da May é linda e triste ao mesmo tempo,por um lado vc vê uma pessoa atenciosa e q ama cuidar dos outros e deixar todos a sua volta felizes,por outro lado ela sofre tanto com isso e se fecha em si mesma.O fim é mesmo tragico para ela,mas uma história encantadora!

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  9. Adorei o blog
    já estou seguindo!

    segue tbm?

    http://cantinho-pink.blogspot.com

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  10. Oi, Carla, filme triste, mas que faz refletir! :j Olha, o Chá das Cinco mudou de cara e de endereço e algumas pessoas estão tendo dificuldade de achar o blog, então estou passando nos blogs das leitoras para avisar. O novo endereço é: http://chadascinco2.blogspot.com/
    Beijos.:9

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  11. fiquei louca pra assistir esse filme, ontem passou na Fox, mas eu tava na casa da minha sogra e não tinha como mudar de canal...tô doidinha pra passar de novo e eu poder assistir.
    Outra coisa, você não é fraca ou qualquer coisa do tipo, você é sensível e tem um coração enorme, coisa que falta pra muita gente hoje em dia...
    bjjj

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  12. Thayanne Saraiva2 de julho de 2011 11:20

    Oiii, Carla. Td bem?
    Quando vii seu blog no ocioso falando sobre esse filme, logo entrei. Amoo ele de paixão. Ja assisti não sei quantas vezes, e choro em tds elas. Sinto a mesma coisa que vc, sinto as dores do mundo. E realmente as vezes não sentir nada é melhor. Lindo blog, beeeijos, e força!

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  13. parece ser um lindo filme carlinha, vou tentar assistir esse fim de semana!
    Quanto ao que vc sente, isso é sensibilidade, é mesmo te fazendo mal isso é um dom muito raro nos dias de hoje, também é alteridade, pq você se vê no outro.
    Eu tbm sou um pouco assim, e também evito jornais e noticias ruins...
    No momento eu to numa grande crise pq estou me formando em serviço social, mas sinto que não tenho forças para trabalhar. Faço estagio na saúde e não tem um dia que não me dá um aperto na garganta ou até mesmo choro de ver a situação das pessoa, chego em casa e não consigo esquecer... e eu sei que isso faz mal pra mim, tenho que estar inteira pra poder trabalhar, então começo a pensar em trabalhar com outra coisa ou na área privada, pra eu poder me manter sã.
    beijos flor

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  14. Se você passa por tudo isso e é mulher, imagina um homem de 35 viver com isso. Eu não trabalho mais, não vejo tv. Ja fui chamado de tudo nessa vida. Hoje em dia fico na minha, não saio de casa, foi a alternativa a inumeros tratamentos frustrados.

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  15. O filme parece ser muito bom, tocante mesmo... e quanto à na Luiza, muita força, fé e muita luz porque acho que essas coisas só acontecem a pessoas especiais... Eu fico extremamente tocada, e acho que também preciso ser mais forte, embora sem perder a ternura e a sensibilidade.
    Bj, querida.

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  16. lendo o seu post, me comovi, porque sou assim tb. carrego o mundo nas costas, m epreocupando demais com os outros, me pondo no lugar das pessoas; sofro muito por ser assim. e sinto muito em te de dizer, mas depois que nos temos filhos,sofremos mais ainda. nas minhas oraçoes 4à noite,rezo para todas as maes que estao sofrendo por seus filhos, isso alivia. enfim estou desabafando tb. beijo no seu coraçao.

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  17. Carla,

    Antes de vc ficar sentindo-se mal e em consequência, deixar outras pessoas também (eu sou como você), gostaria que sempre pesquisasses antes de postar algo.

    Caso não saibas, a Luiza está bem melhor. Descubra você mesma ao ler o último post da mãe dela, Carol, no blog VidAnormal.
    http://vidanormal.blogspot.com/2011/05/07-25-de-abril-de-2011.html

    Grd bj.

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